Sobre


Um pedacinho
de mim.
Desde pequena, eu caminhava pela casa carregando um caderno tão grande que minhas mãos quase não podiam segura-lo . Nele não havia letras, apenas linhas contínuas, rabiscos insistentes, páginas inteiras preenchidas por um movimento que, para mim, já eram textos. Eu sabia: estava escrevendo.
O mundo girou. Tornei-me enfermeira. Entre plantões, dores e esperanças, as palavras continuavam a correr soltas dentro de mim. Nos intervalos do cuidado com o outro, eu escrevia. Ainda que a vida tivesse escolhido um caminho seguro, uma pergunta persistia em ecoar, e eu sabia que estava sendo chamada a respondê-la. Mesmo com medo, decidi ouvir essa voz.
Deixei a enfermagem e me aventurei nas artes. Hoje, sou composta por camadas vividas nas letras, nos desenhos e no teatro. Minha escrita nasce da sensibilidade de quem já cuidou de vidas e aprendeu a enxergar beleza mesmo nos dias difíceis.
Estreei na literatura infantojuvenil com Avelina, meu primeiro livro publicado, obra que marca o início da minha jornada autoral. Em breve, lanço Lili, a Guardiã da Terra, também voltado ao público infantojuvenil, reafirmando meu compromisso com histórias que despertam consciência, imaginação e pertencimento.
Paralelamente, inclino-me ao estudo e à escrita de biografias. Atualmente, inicio as entrevistas para narrar a trajetória do meu pai, figura de grande relevância em um órgão público onde atuou por muitos anos, deixando como legado ensinamentos sobre liderança, fé e integridade.
Para mim, a arte nunca foi uma escolha isolada, mas uma continuidade — algo que sempre esteve ali, esperando ser assumido. Todos os dias, dedico-me ao que me atravessa desde a infância: a escrita, a imaginação e a construção de histórias que acolhem, preservam memórias e transformam vidas.