
Todas as manhãs, Avelina prepara seu mingau de aveia e abre a janela.
Para qualquer pessoa, é apenas o começo de um dia comum. Mas, para ela, é quando o mundo começa a nascer.
Nas manchas do vidro, no vapor da panela, nas nuvens do céu e até nas rachaduras da parede, surgem criaturas, lugares e histórias inteiras.
Enquanto alguns a chamam de distraída ou estranha, Avelina sabe que existe uma cidade escondida onde só enxerga quem ainda não esqueceu como imaginar.
Entre hipopótamos voadores, ratos de sonhos e seres feitos de sentimentos, ela descobre que aquilo que parece cinza por fora pode ganhar cor quando olhado com o coração.
Avelina é uma história delicada sobre sensibilidade, infância e pertencimento — um convite para lembrar que a imaginação não é fuga da realidade, mas uma forma de compreendê-la.
